muitas versões de stairway to heaven... se uma já é grandiosa... o que dizer de 101 versões... nenhuma supera a original... porém... é super interessante verificar e dar uma conferida...
como essa música é poderosa, por um momento ela me faz lembrar romaria, cantada por elis... acho que é por que as duas tem a temática do caminho, escadaria, céu, sol, ouro...
http://blog.wfmu.org/freeform/2006/05/stairways_to_he.html
há no tempo uma cantiga... ninguém sabe de onde vem, nem pra onde vai... há no vento um assovio, sai da boca de Deus... eu tento em frases traduzir a língua do universo... em vão... não há oração... eu só escrevo aquilo que me faz voar no espaço... a ilusão...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
20#
o balão segue sem rumo... será que vai pro norte, pro sul, pro continente ou pro mar? o balão segue sem destino, será que sempre assim seguirá? neste balão não há ninguém, não há vida, so vai, não volta... esse balão é velho, remendado, sem cor... já deu a volta ao mundo em 80 dias, algumas centenas de vezes...
este balão se assemelha com os meus pensamentos... tão vazios, tão altos e velhos... já não vale nem o olhar mais desatento que o julgar estar vendo pela primeira vez... meus pensamentos não tem crédito e são demodês... tem ares clichês... e não impressiona ninguém... adeus balão... sua jornada está chegando ao fim... fadado ao esquecimento...
este balão se assemelha com os meus pensamentos... tão vazios, tão altos e velhos... já não vale nem o olhar mais desatento que o julgar estar vendo pela primeira vez... meus pensamentos não tem crédito e são demodês... tem ares clichês... e não impressiona ninguém... adeus balão... sua jornada está chegando ao fim... fadado ao esquecimento...
domingo, 21 de setembro de 2008
19#
terça-feira, 5 de agosto de 2008
18#
o tempo não volta ... o que
fica no ar, como disse o poeta,
é o insuportável mau cheiro da memória...
e nesse odor é possível perceber resíduos do passado:
as risadas dos colegas, os olhares das meninas, as lágrimas dos adultos, as tristezas das despedidas, os gestos de carinho, os abraços dos amigos, as palavras dos mestres, as paisagens pelo caminho, as chegadas dos mais novos, as amizades eternas, as mágoas dos desprazeres... o adeus dos mais velhos...
dizem que usamos 10% da nossa capacidade cerebral, talvez, o suficiente para processar as informações que usamos no presente, os outros 90%, creio eu, são para armazenar memórias do passado, que é imensurável...
amanhã será o passado de depois, como ontem é o passado de hoje... e hoje será o passado de amanhã...
o tempo não para, ele passa... o mundo fica e a gente vai embora...
fica no ar, como disse o poeta,
é o insuportável mau cheiro da memória...
e nesse odor é possível perceber resíduos do passado:
as risadas dos colegas, os olhares das meninas, as lágrimas dos adultos, as tristezas das despedidas, os gestos de carinho, os abraços dos amigos, as palavras dos mestres, as paisagens pelo caminho, as chegadas dos mais novos, as amizades eternas, as mágoas dos desprazeres... o adeus dos mais velhos...
dizem que usamos 10% da nossa capacidade cerebral, talvez, o suficiente para processar as informações que usamos no presente, os outros 90%, creio eu, são para armazenar memórias do passado, que é imensurável...
amanhã será o passado de depois, como ontem é o passado de hoje... e hoje será o passado de amanhã...
o tempo não para, ele passa... o mundo fica e a gente vai embora...
sábado, 26 de julho de 2008
17#
o dia se fez noite... a luz se fez trevas... a pequena lua agora esconde o sol... e já faz algum tempo isso... não há algo de errado?
tudo é mais triste, mas não era pra ser assim... o mundo azul, agora é cinza...
há um eclipse que esconde a verdadeira face da vida...
tudo é mais triste, mas não era pra ser assim... o mundo azul, agora é cinza...
há um eclipse que esconde a verdadeira face da vida...
quinta-feira, 17 de julho de 2008
16#
... é o último? será? haverá mais após este? por que tão breve? por que tão vazio? talvez seja apenas mais um...
domingo, 15 de junho de 2008
15#

não adianta fugir,ela chegará...
numa noite escura de amargura
num dia quente de verão
numa tarde de insatisfação
numa madrugada sem graça...
ela virá solitária e fria
te buscará em todos os cômodos do teu lar
em todas as casas de tua rua...
em todos os endereços de tua cidade...
em todas as cidades do globo...
não adianta fugir, não há fuga, ela chegará...
pode ser que venha na juventude ou na velhice...
ela não avisa, quer surpresa mais desagradável?
visita infeliz que consome nosso sorriso,
suga o calor e nos deixa estirados para sempre...
por isso, antes que ela venha... experimente a vida...
sorria, chore,
ame,odeie,
sinta, veja,
ouça, fale,
sorria para tudo que achar engraçado
chore sempre que tiver vontade...
lembre-se, sentirá falta um dia de sorrir e chorar
ame tudo o que quiser e for do seu agrado
odeie a tudo que atentar a paz da humanidade...
lembre, sentirá falta um dia de amar e odiar
sinta o mundo que se descortina a sua volta...
veja a realidade como ela é de verdade...
lembre-se, sentirá falta um dia de ver e sentir.
ouça quando lhe for solicitado...
fale somente quando for verdade e necessário...
lembre-se, sentirá falta de ouvir quem se importa com você, e se arrependerá em não ter falado nada, quando queriam somente ouvir um "eu te amo", ou "cuidado"...
faça tudo que tiver vontade... não há dia certo, não há momento certo, não há pessoa certa, lembre-se não há dia certo para ela chegar... a vida é um caos e nessa incerteza construímos nosso destino a cada momento que se passa...
o tempo voa... por que estamos na iminência de receber uma visita... não adianta arrumar a casa, nem esconder a sujeira embaixo no tapete... ela baterá a nossa porta...
"a vida é muito curta para nos preocuparmos com pequenas coisas"
domingo, 25 de maio de 2008
14#
não sou perfeito e estou muito distante disso...
na verdade nem qualidades eu tenho
não possuo dons, não possuo beleza...
... se um dia, de repente, eu aparecer na tua porta ...
não estranhe...
pois não tenho nada...
não tenho casa, não tenho deus, não tenho nação, talvez sentimentos também não...
eu não tenho, eu não sou, eu não estou...
num istante eu sou seu, você é meu... o mundo é nosso e tudo bem,
mas vem a noite com todos os seus demonios e tira você de mim...
mais uma vez, e sempre, estou só...
se alguém ler isso aqui um dia... pense que um garoto sob o efeito amargurado de uma noite de domingo, numa espécie de loucura, escreveu bobagens demais para ser considerado... desculpem-me...
na verdade nem qualidades eu tenho
não possuo dons, não possuo beleza...
... se um dia, de repente, eu aparecer na tua porta ...
não estranhe...
pois não tenho nada...
não tenho casa, não tenho deus, não tenho nação, talvez sentimentos também não...
eu não tenho, eu não sou, eu não estou...
num istante eu sou seu, você é meu... o mundo é nosso e tudo bem,
mas vem a noite com todos os seus demonios e tira você de mim...
mais uma vez, e sempre, estou só...
se alguém ler isso aqui um dia... pense que um garoto sob o efeito amargurado de uma noite de domingo, numa espécie de loucura, escreveu bobagens demais para ser considerado... desculpem-me...
sexta-feira, 2 de maio de 2008
13#
tempo frio em são paulo, dá vontade de me enrolar no edredon e curtir um livro bem gostoso... meu quarto está bagunçado, não tomei banho ainda e nem ao menos penteei meu cabelo, para que? o bom mesmo é aproveitar o dia gelado e curtir a prequiça...
quinta-feira, 1 de maio de 2008
12#
toda vez que ouço uma música de roberto, sinto vontade de chorar... só sinto vontade, pois não tenho coragem de assim o fazer... talvez se eu ficasse um momento sozinho, sem ninguém por perto, sem os olhos das pessoas em cima de mim, talvez assim eu pudesse chorar em paz, sem nenhum questionamento, sem nenhuma pergunta óbvia, sem ter que dar satisfação... como é dificil carregar algo que vai se tornando um peso, à medida que o tempo passa eu me sinto pior, com esse sentimento que deveria me fazer bem, mas que me faz tão mal... que nem sei mais de nada...
me falta tua ternura... nossa canção toca e me faz chorar, vou para o portão, espero a tua volta na estação, penso nos detalhes e todas as manhãs sinto que vou morrendo aos poucos de tanto amor... olha... outra vez, mais uma vez... eu não sei fazer canções de amor... mas posso tentar compor uma pra você... não vá... não quero que parta... na cavalgada encontraremos além do horizonte um lugar e seremos felizes...
me falta tua ternura... nossa canção toca e me faz chorar, vou para o portão, espero a tua volta na estação, penso nos detalhes e todas as manhãs sinto que vou morrendo aos poucos de tanto amor... olha... outra vez, mais uma vez... eu não sei fazer canções de amor... mas posso tentar compor uma pra você... não vá... não quero que parta... na cavalgada encontraremos além do horizonte um lugar e seremos felizes...
11#
o tempo não tem canção
não há cantiga para o tempo
o tempo é só lamento
o tempo passa em vão
passar o tempo é ventania
viver a vida é agonia
entender os dias é impossível
é melhor ser ignorante.
viver se torna mais fácil
quando o tempo passa
e a vida que era um caos
se torna pacata
na velhice da alma atormentada.
não há cantiga para o tempo
o tempo é só lamento
o tempo passa em vão
passar o tempo é ventania
viver a vida é agonia
entender os dias é impossível
é melhor ser ignorante.
viver se torna mais fácil
quando o tempo passa
e a vida que era um caos
se torna pacata
na velhice da alma atormentada.
domingo, 23 de março de 2008
10#

a rainy day by facheux
chove agora em são paulo, chove sobre a terra, chove sobre todos... sobre aqueles que estão em suas casas comendo chocolates e sobre aqueles que estão nas ruas amargando suas vidas... chove na relva e no asfalto, nas árvores e nos arranha-céus... chove nas favelas e nos condomínios de luxo, chove nos lixões e nos parques da cidade, chove... os pingos de chuva caem como canivetes na carne de quem é só pele e osso... porém caem como bençãos... na vida daqueles que veem a chuva do alto de suas coberturas...
feliz páscoa...
deixa a chuva cair e lavar a terra da monstruosidade dos homens...
domingo, 16 de março de 2008
8#
o tempo não passou para mim
isso é bom ou ruim?
ruim...
por que não vivi os dias
não senti a juventude
não tive memória
só imagens vagas de outrora
pessoas distantes
lugares longinquos
sentimentos frustrados
passado...
isso é bom ou ruim?
ruim...
por que não vivi os dias
não senti a juventude
não tive memória
só imagens vagas de outrora
pessoas distantes
lugares longinquos
sentimentos frustrados
passado...
7#
aqui não há outono
as folhas não caem no chão
não há vento, nem vida
não há sol, nem luz
aqui existe um coração
que não conhece a razão
que só vive descontente
que chora em vão
chora com a rosa dos ventos
que aponta um caminho incerto
chora com o cinza do céu
dos domingos de março.
aqui não há outono
e nem o tom acastanhado da estação
não tem folhas na janela
nem espalhadas pelo jardim
não há jardim
há ervas daninhas que crescem
e que dá o verde no lugar daquelas
que sucumbiram sufocadas
sem direito a despontar
no verão, outono, inverno, primavera
em qualquer estação
já que nos anos que se passam
todos os dias são iguais...
todos os dias vem e vão
as folhas não caem no chão
não há vento, nem vida
não há sol, nem luz
aqui existe um coração
que não conhece a razão
que só vive descontente
que chora em vão
chora com a rosa dos ventos
que aponta um caminho incerto
chora com o cinza do céu
dos domingos de março.
aqui não há outono
e nem o tom acastanhado da estação
não tem folhas na janela
nem espalhadas pelo jardim
não há jardim
há ervas daninhas que crescem
e que dá o verde no lugar daquelas
que sucumbiram sufocadas
sem direito a despontar
no verão, outono, inverno, primavera
em qualquer estação
já que nos anos que se passam
todos os dias são iguais...
todos os dias vem e vão
sábado, 15 de março de 2008
6#
comentário sobre comentário...
Nem sei ao menos se sei escrever, me falta inspiração, criatividade, minha fonte, que nem ao menos encheu, secou, e deixou o lodo como herança.
Hoje recebi um comentário de um antigo blog, "broceliande" fadado ao esquecimento, como um baú fechado em uma floresta fechada... Pois bem, nem sei como desenterraram este post, escrito em 2005, escrito sobre a páscoa, e que me fez voltar a floresta desencantada... obrigado aninha... pelo seu comentário, pelas singelas palavras, por ter despertado minha memória e por ter me mostrado que broceliande existe... e ter me dado a consciência que o tempo passa, e as palavras escritas são como documentos... desculpe pelo exagero... mas é que hoje estou um tanto nostálgico... talvez seja o frio, a chuva, o céu nublado, e a canção que canta arco-íris e terras mágicas além da imaginação, com a voz de eva... que foi embalar as tardes em outras dimensões... outras paragens... muito além desta terra...
Nem sei ao menos se sei escrever, me falta inspiração, criatividade, minha fonte, que nem ao menos encheu, secou, e deixou o lodo como herança.
Hoje recebi um comentário de um antigo blog, "broceliande" fadado ao esquecimento, como um baú fechado em uma floresta fechada... Pois bem, nem sei como desenterraram este post, escrito em 2005, escrito sobre a páscoa, e que me fez voltar a floresta desencantada... obrigado aninha... pelo seu comentário, pelas singelas palavras, por ter despertado minha memória e por ter me mostrado que broceliande existe... e ter me dado a consciência que o tempo passa, e as palavras escritas são como documentos... desculpe pelo exagero... mas é que hoje estou um tanto nostálgico... talvez seja o frio, a chuva, o céu nublado, e a canção que canta arco-íris e terras mágicas além da imaginação, com a voz de eva... que foi embalar as tardes em outras dimensões... outras paragens... muito além desta terra...
domingo, 24 de fevereiro de 2008
5#
planeta eu
ao olhar para mim eu vejo um buraco... uma lacuna sem fim, não sei onde começa, nem onde termina, só sei que dói, lateja... pulsa... vibra... cresce e me engolirá... o fim está próximo... se eu não quiser perecer... terei que encontrar um novo lugar para habitar...
ao olhar para mim eu vejo um buraco... uma lacuna sem fim, não sei onde começa, nem onde termina, só sei que dói, lateja... pulsa... vibra... cresce e me engolirá... o fim está próximo... se eu não quiser perecer... terei que encontrar um novo lugar para habitar...
domingo, 18 de novembro de 2007
4#
esse é o meu 4º post, já é alguma coisa, é sinal que não pretendo abandonar o blogue, como aconteceu com outros aí. eu decidi escrever hoje, meio sem ter o que escrever, mas eu gostaria de confidenciar algo, não sei se só acontece comigo, acho que não... me dá uma tristeza domingo à noite, não é bem uma tristeza, é uma sensação de vazio, parece que falta alguma coisa, é o unico dia na semana que gosto de ouvir o rádio, sempre na mesma hora, antes de dormir. eu quero ouvir alguém falar, fingir a presença humana através da voz, ouvir um conselho, relaxar, ouvir uma oração, uma canção suave, uma notícia, qualquer coisa. não sei se alguém um dai vai ler isso aqui, mas se ler, por favor compartilhe comigo isso daqui. eu espero ter uma ótima semana.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
3#

Sandy Denny - Banks of the Nile
Oh hark! the drums do beat, my love, no longer can we stay.
The bugle-horns are sounding clear, and we must march away.
We’re ordered down to portsmouth, and it’s many is the weary mile.
To join the british army on the banks of the nile.
Oh willie, dearest willie, don’t leave me here to mourn,
Don’t make me curse and rue the day that ever I was born.
For the parting of our love would be like parting with my life.
So stay at home, my dearest love, and I will be your wife.
Oh my nancy, dearest nancy, sure that will never do.
The government has ordered, and we are bound to go.
The government has ordered, and the queen she gives command.
And I am bound on oath, my love, to serve in a foreign land.
Oh, but I’ll cut off my yellow hair, and I’ll go along with you.
I’ll dress myself in uniform, and I’ll see egypt too.
I’ll march beneath your banner while fortune it do smile,
And we’ll comfort one another on the banks of the nile.
But your waist it is too slender, and your fingers they are too small.
In the sultry suns of egypt your rosy cheeks would spoil.
Where the cannons they do rattle, when the bullets they do fly,
And the silver trumpets sound so loud to hide the dismal cries.
Oh, cursed be those cruel wars, that ever they began,
For they have robbed our country of manys the handsome men.
They’ve robbed us of our sweethearts while their bodies they feed the lions,
On the dry and sandy deserts which are the banks of the nile.
Queria muito saber a tradução da música que acima, se alguém um dia ler e souber, faça a gentileza de me falar, sou grato.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
2#
ainda sem muita imaginação para escrever... eu fico pensando como seria ter vivido em outra época. acho que todos já pensaram pelo menos uma vez nisso, e todos já se imaginaram em eras antigas, vivendo aventuras e paixões. se fosse para ter nascido em um outro tempo, se eu pudesse escolher, eu viveria por volta do ano 1000, na região da Irlanda, Grã-Bretanha, Gália, enfim, na Europa. eu seria um celta. participaria de rituais sagrados. ou talvez, eu fosse um bardo, num grande castelo, cantando para alegrar reis, rainhas e nobreza, cantaria a beleza das damas e a braveza dos cavaleiros, com o meu alaúde sereno, tocaria uma canção terna e doce, faria as pessoas sonharem e seus espíritos saírem pela noite escura. seria um mago, um bruxo, um amante da noite e da lua, dos bosques e dos lagos, não teria medo e enfrentaria a escuridão da noite, andaria pelas campinas e viajaria sem temer o frio e os espíritos. seria bom viver nessa era mítica medieval.
ouvindo: sandy denny - the quiet land of erin
ouvindo: sandy denny - the quiet land of erin
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