meu quarto está bagunçado
porque minha vida também está
não há canção, não há melodia
não há sorriso, não há nada
há um cômodo vazio
onde nem mesmo eu me acho...
numa cama roupas usadas
jogadas
cds espalhados, livros abertos
no calendário ainda é maio
não conto mais os dias
eles são réplicas um do outro
a rotina é sadia
mas eu queria mais
talvez um perigo, medo
sair sem saber se voltaria
se perder num cruzamento
levantar o dedo e ver onde sopra o vento
seguir por qualquer direção
há no tempo uma cantiga... ninguém sabe de onde vem, nem pra onde vai... há no vento um assovio, sai da boca de Deus... eu tento em frases traduzir a língua do universo... em vão... não há oração... eu só escrevo aquilo que me faz voar no espaço... a ilusão...
sábado, 30 de maio de 2009
domingo, 22 de março de 2009
40#
Minha doce Florbela, tinha uma alma tão parecida com a minha, só que ela soube transformar em rima, sua grande dor... me ensine Florbela, a rimar também minha sina... trasformar minha tristeza em versos de amor...

EU... Florbela Espanca
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

EU... Florbela Espanca
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
terça-feira, 17 de março de 2009
39#
Elis, eterna Elis
***

Elis Regina - Travessia
(M. Nascimento - F. Brant)
Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedra, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der, não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedra, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
homenagem dupla
***

Elis Regina - Travessia
(M. Nascimento - F. Brant)
Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver
Forte eu sou, mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha e nem é meu este lugar
Estou só e não resisto, muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedra, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte, tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der, não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedra, como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar
homenagem dupla
38#
hoje... o céu escureceu, seu azul límpido foi aos poucos, dando lugar ao tom pesado do chumbo, repentinamente, tudo se fechou... como não querendo acreditar, os trovões esbravejavam ferozmente, raios caíam na terra, e o dia revoltado chorou grossos pingos de chuva, ruas ficaram alagadas, rios transbordaram, congestionamentos se formaram, faltou energia, pessoas corriam, temendo a fúria dos céus, o caos se fez... choveu por horas, ininterruptamente... e aos poucos, como cansado de tanto lamento, feito alguém que chora tudo que tem para chorar, a chuva foi parando, o dia se fez tarde, a tarde se fez noite, com a noite veio a escuridão, e a calmaria de um "pós-chuva" era gritante... tudo gritava, não... não é verdade... a chuva parou, restaram pingos isolados, vento frio e inércia, tudo parecia a um quarto escuro, abandonado, como se alguém tivesse ido embora e deixado a porta aberta... para sempre... hoje o mundo está mais triste, pelo menos eu estou... estou com saudades, e essa dor dói demais... adeus
quarta-feira, 11 de março de 2009
37#
e eis que vou vivendo a vida, mesmo sem querer viver
acordar, levantar, trabalhar pra que?
estudar, conversar, rir, se entreter, pra que?
pra que abrir meus olhos se só há trevas no meu caminho?
pra que gritar se estou caindo num abismo sem fundo, sem chão...
pra que respirar se estou num oceano de angústia?
e eis que assim vou vivendo... obrigado Deus!
acordar, levantar, trabalhar pra que?
estudar, conversar, rir, se entreter, pra que?
pra que abrir meus olhos se só há trevas no meu caminho?
pra que gritar se estou caindo num abismo sem fundo, sem chão...
pra que respirar se estou num oceano de angústia?
e eis que assim vou vivendo... obrigado Deus!
terça-feira, 10 de março de 2009
36#
como se pode amar alguém
e esse alguém não corresponder
como se pode querer alguém
e esse alguém já ter um dono
como se pode pensar nessa pessoa 24 horas
emprestar meus dias, viver horas amargas
é como se a cada tic-tac
o relógio pronunciasse cada sílaba de seu nome
perto desse alguém, eu sou ninguém
como resistir?
vivo a expectativa do amanhã
como se o amanhã talvez seja melhor que hoje
como se de repente tudo mudasse amanhã
como se amanhã eu acordasse
como se amanhã esse alguém despertasse
ao meu lado.
e esse alguém não corresponder
como se pode querer alguém
e esse alguém já ter um dono
como se pode pensar nessa pessoa 24 horas
emprestar meus dias, viver horas amargas
é como se a cada tic-tac
o relógio pronunciasse cada sílaba de seu nome
perto desse alguém, eu sou ninguém
como resistir?
vivo a expectativa do amanhã
como se o amanhã talvez seja melhor que hoje
como se de repente tudo mudasse amanhã
como se amanhã eu acordasse
como se amanhã esse alguém despertasse
ao meu lado.
domingo, 8 de março de 2009
35#
sabe, isso já faz cinco anos... comprei um cd pra você, uma caixinha e um cartão, vi-o na vitrine, ele brilhou para mim, sei que o adoraria... chico buarque, edu lobo e o teatro mágico... no cartão de aniversário estava escrito muitos "eu te amo", a caixinha tinha por estampa uma gravura de da vinci, bela moça... embalei o cd num papel de seda branco, coloquei-o na caixa, escrevi belas palavras em seu encarte e, para completar, no cartão também... no entanto, nunca te entreguei, selei o presente no criado mudo, pelo menos ele não dirá à ninguém que fracassei... toda vez que quero me lembrar de você, abro a gaveta, abro o cartão, abro a caixa, abro o cd, abro meu coração... fecho os olhos e abro a janela do passado...
34#
se me ponho a pensar em ti, meus olhos já começam a ficar marejados, não sei porque tanta tristeza em meu olhar, já não consigo reter as lágrimas, pois, sei que jamais me olharás de outro modo. não consigo gostar de outro alguém, bem que eu queria, mas não é assim que funciona... vejos os casais trocando carícias... por um momento, me imagino do teu lado, passando as mãos em teus cabelos, tocando de leve teus lábios, você a me chamar de meu bem, e eu te chamando de meu anjo... por que isso é impossível, será que sou eu que o torna assim? só sei que os dias passaram, eu passei por você, você passou por mim, e apesar de opostos, nos repelimos...
33#
se enxergo com teus olhos, você os fecha
se abraço com teus braços, você os cruza
se caminho com tuas pernas, você desanda
se falo com teus lábios, você emudece
se respiro com os teus pulmões, você para de respirar
se choro com tuas lágrimas, você as reprime
se sonho com teus sonhos, você os torna pesadelos
por favor, não faças isso...
pois curo minha dor com o teu olhar,
com os teus abraços,
com os teus lábios,
com as tuas alegrias,
com as tuas expectativas,
com os teus sonhos,
sinto que já não sou eu quem escreve aqui
sou você,
e só você me ignora
porque enquanto eu faço parte de ti
não fazes parte de mim
não sabes que é por você
que conto os dias,
as horas,
cada segundo sem tua presença
são bilhões e bilhões
de lágrimas contidas
de tristeza
de profunda melancolia
de medo e incerteza
parece que estou no lado escuro da lua
e quando me recordo do teu olhar
meus olhos doem,
como se estivesse vendo o sol pela primeira vez
teu sorriso, minha afrodite do espaço
se abre para mim,
como a dança cósmica das horas
posso te oferecer, se quiser
os mais belos anéis de saturno
brincos das luas de júpiter
gargantilhas da constelação de andromeda
aceite...
se abraço com teus braços, você os cruza
se caminho com tuas pernas, você desanda
se falo com teus lábios, você emudece
se respiro com os teus pulmões, você para de respirar
se choro com tuas lágrimas, você as reprime
se sonho com teus sonhos, você os torna pesadelos
por favor, não faças isso...
pois curo minha dor com o teu olhar,
com os teus abraços,
com os teus lábios,
com as tuas alegrias,
com as tuas expectativas,
com os teus sonhos,
sinto que já não sou eu quem escreve aqui
sou você,
e só você me ignora
porque enquanto eu faço parte de ti
não fazes parte de mim
não sabes que é por você
que conto os dias,
as horas,
cada segundo sem tua presença
são bilhões e bilhões
de lágrimas contidas
de tristeza
de profunda melancolia
de medo e incerteza
parece que estou no lado escuro da lua
e quando me recordo do teu olhar
meus olhos doem,
como se estivesse vendo o sol pela primeira vez
teu sorriso, minha afrodite do espaço
se abre para mim,
como a dança cósmica das horas
posso te oferecer, se quiser
os mais belos anéis de saturno
brincos das luas de júpiter
gargantilhas da constelação de andromeda
aceite...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
32#
Amanhã,
Não tem festa,
É quarta-feira,
Cinzas,
Cadê as morenas sambando,
O crioulo cantando,
A velha guarda relembrando
Glórias de outrora?
Aonde foi parar minha alegria,
Minha fantasia
Que de cores tão fortes
Em pó se desfez
Meu sonho dourado
De flores, estampado,
Ficou no passado
Agora é outra vez
Ontem,
Não faz muito tempo
Rei Momo celebrava,
Confete no vento
Serpentina no ar
Carnaval,
Na avenida eu estava
Bebia, sambava
Ria, beijava
Aquele era eu...
Hoje sou cinzas,
Sou pó, sou terra,
Sou estrada, sou chão...
Sou ninguém, sou mais um
Tentando remar contra a maré
Tudo em vão...
Não tem festa,
É quarta-feira,
Cinzas,
Cadê as morenas sambando,
O crioulo cantando,
A velha guarda relembrando
Glórias de outrora?
Aonde foi parar minha alegria,
Minha fantasia
Que de cores tão fortes
Em pó se desfez
Meu sonho dourado
De flores, estampado,
Ficou no passado
Agora é outra vez
Ontem,
Não faz muito tempo
Rei Momo celebrava,
Confete no vento
Serpentina no ar
Carnaval,
Na avenida eu estava
Bebia, sambava
Ria, beijava
Aquele era eu...
Hoje sou cinzas,
Sou pó, sou terra,
Sou estrada, sou chão...
Sou ninguém, sou mais um
Tentando remar contra a maré
Tudo em vão...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
31#
Já não sei se vivo ainda, parece às vezes que minha respiração se extingue, meu coração para de bater e meu cérebro não raciocina mais, parece que passo pelas pessoas como um reflexo de um mundo distante, meu celular não toca, minha caixa de mensagem está vazia, minha agenda é uma piada, ninguém senta ao meu lado no ônibus, ninguém se dá conta que estou alí... as vezes minhas lágrimas caem sem eu querer, ninguém pergunta se estou bem, aonde minha dor lateja, se quero uma aspirina ou um ombro, um abraço, que seja. Ninguém me convida para nada, para conversar, dançar, sair, caminhar, fazer nada, qualquer coisa. Tenho muitas dúvidas quanto a saber se estou vivo, talvez meu corpo perambule por aí, porém minha alma já não pertença a mais nada, a ninguém... o que me prende à este mundo? Será que pelo menos antes de morrer eu sentirei um vento fresco acariciar meu rosto, um sorriso sincero, um abraço apertado...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
30#
eu te ofereci uma trufa
e você a esperança
eu te ofereci um livro
e você a amizade
eu te ofereci uma rosa
e você se afastou de mim
na páscoa eu te dei chocolate
te emprestei meus fins de tarde
te ofertei meu melhor perfume
te convidei para o cinema
e você...
para mim dizia não e eu ouvia sim
hoje... eu olho para você...
dentro de mim,
você não me vê...
sabe... jamais esqueci seu telefone
por mais que eu queira esquecer seu nome
oito números rodam na minha mente
desesperadamente...
um dia, mudarei de vida, de cidade, de país quem sabe...
conhecerei outros olhos, outra boca, outra vida...
e você, será para mim um jornal antigo...
veja bem o que eu te digo
que já foi notícia e hoje... está na feira
num dia de domingo...
e você a esperança
eu te ofereci um livro
e você a amizade
eu te ofereci uma rosa
e você se afastou de mim
na páscoa eu te dei chocolate
te emprestei meus fins de tarde
te ofertei meu melhor perfume
te convidei para o cinema
e você...
para mim dizia não e eu ouvia sim
hoje... eu olho para você...
dentro de mim,
você não me vê...
sabe... jamais esqueci seu telefone
por mais que eu queira esquecer seu nome
oito números rodam na minha mente
desesperadamente...
um dia, mudarei de vida, de cidade, de país quem sabe...
conhecerei outros olhos, outra boca, outra vida...
e você, será para mim um jornal antigo...
veja bem o que eu te digo
que já foi notícia e hoje... está na feira
num dia de domingo...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
29#
há uma música que diz mais ou menos assim...
"e eu não sou um anjo
eu sou mais como Mona Lisa
existe algo escondido em mim
existe sempre algo atrás do meu sorriso"...
tradução livre e malfeita, feita por mim... do original:
"and I am not an angel
I'm more like Mona Lisa
there's something hiding in me
there's always something behind my smile"
(secrets - (that aren't my own))
versos rabiscados, imagino eu, num papel pautado, numa tarde solitária, num momento triste e intimo, por allisson crowe que dá vida as essas frases esmaecidas, numa melodia densa...
"e eu não sou um anjo
eu sou mais como Mona Lisa
existe algo escondido em mim
existe sempre algo atrás do meu sorriso"...
tradução livre e malfeita, feita por mim... do original:
"and I am not an angel
I'm more like Mona Lisa
there's something hiding in me
there's always something behind my smile"
(secrets - (that aren't my own))
versos rabiscados, imagino eu, num papel pautado, numa tarde solitária, num momento triste e intimo, por allisson crowe que dá vida as essas frases esmaecidas, numa melodia densa...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
28#
Essa cópia p'ro sr. ruy tem que ser em papel branco
Para a dna. cecília fechar o envelope só com fita marrom
Para o sr. mário, abra o envelope e revele seu conteúdo
Não entre na sala da gerência, diretoria então?
Não pergunte, não questione, não olhe, não cumprimente
Apenas faça, e faça muito bem feito,
Tipo diretoria, serviço prime...
Paciência, são só pessoas...
Para a dna. cecília fechar o envelope só com fita marrom
Para o sr. mário, abra o envelope e revele seu conteúdo
Não entre na sala da gerência, diretoria então?
Não pergunte, não questione, não olhe, não cumprimente
Apenas faça, e faça muito bem feito,
Tipo diretoria, serviço prime...
Paciência, são só pessoas...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
27#
Chorar é só o que posso fazer
Ao ouvir uma bela, mas triste canção
Cantada por uma alma sofrida e solitária
Tão parecida com a minha
Tão perdida no passado
Parece antiga
Triste o fado
Pesada cruz esta que levo
Quem a deu para mim?
Nasceu comigo?
Acho que sim...
Brotou de dentro do peito
Rasgou meu coração
Me arrancou gemidos
Deus, cadê você?
Tens pelo menos pena de mim
Já que sou tão inaudível ser...
Ao ouvir uma bela, mas triste canção
Cantada por uma alma sofrida e solitária
Tão parecida com a minha
Tão perdida no passado
Parece antiga
Triste o fado
Pesada cruz esta que levo
Quem a deu para mim?
Nasceu comigo?
Acho que sim...
Brotou de dentro do peito
Rasgou meu coração
Me arrancou gemidos
Deus, cadê você?
Tens pelo menos pena de mim
Já que sou tão inaudível ser...
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
26#
Em sonhos eu te disse que admirava o céu em seu estado crepuscular, com suas cores confusas se misturando e refletindo o requiém do Sol, cerimônia de passagem entre o dia e a noite, o céu em suas matizes laranjas, roseas e timidamente azuis, formando assim uma aquarela fortemente aguada, um mármore em efeito e cores que despertam em mim uma terna saudade, como se me despedisse do efêmero momento que jamais voltará, assim eu respondi a sua pergunta. Porém, tu me disseste que achavas o céu magnâmico no desenrolar de sua noite escura, levemente iluminada pelo brilho das estrelas, estrelas estas de varias cores e distâncias, disseste que o céu escuro da noite te inspirava misticismo e que a Lua, grande astro, completava tal quadro de mistério, um lindo quadro de amores e fulguras, pois o que há de mais romântico do que um casal em uma noite enluarada, deste modo respondeste minha pergunta.
Agora me vem a conclusão sobre nós dois: tenho o saudosismo de uma tarde em chamas, matizadas de cores múltiplas de puro lamento, de algum modo que me inspire saudade e despedida, já tu tens o romantismo e o frescor das noites estreladas e com seus luares, sobretudo tens o fulgor das noites misteriosas, logo, nós dois, ao sermos de tal modo um só ser, detemos todos os segredos da felicidade, como a saudade e o sentimento efêmero dos apaixonados que se energizam a cada noite romântica e misteriosa, como o subjetivismo causado pelas noites de luares nacarados, subjetivismo este que o misticismo trata de converter a saudade que sinto por tí em amor eterno nas noites que duram a eternidade em teus afagos...
Escrevi isto há 4 anos... muito tosco...rs
Agora me vem a conclusão sobre nós dois: tenho o saudosismo de uma tarde em chamas, matizadas de cores múltiplas de puro lamento, de algum modo que me inspire saudade e despedida, já tu tens o romantismo e o frescor das noites estreladas e com seus luares, sobretudo tens o fulgor das noites misteriosas, logo, nós dois, ao sermos de tal modo um só ser, detemos todos os segredos da felicidade, como a saudade e o sentimento efêmero dos apaixonados que se energizam a cada noite romântica e misteriosa, como o subjetivismo causado pelas noites de luares nacarados, subjetivismo este que o misticismo trata de converter a saudade que sinto por tí em amor eterno nas noites que duram a eternidade em teus afagos...
Escrevi isto há 4 anos... muito tosco...rs
terça-feira, 18 de novembro de 2008
25#
se eu pelo menos soubesse escrever...
nem isso eu sei... eu não sei nada...
se faço algo errado sinto-me muito culpado,
mesmo não sendo tão grave assim,
como faltar no trabalho cumprindo aviso prévio.
Quem alimentou esse bicho em mim?
Por que não consigo fazer o que bem tenho vontade?
E essa angústia que não passa, quando passará?
Essa respiração dolorida, dá até vontade de chorar...
O mundo é preto e branco para mim
O colorido vem de uma tela acrílica...
Destas que se colocavam na televisão...
Meio que uma visão psicodélica
Bélica...
Fim de vida...
Lúcia no céu com mil diamantes coloridos...
Se eu soubesse que minha vida seria esse fracasso...
Teria eu mesmo tomado os comprimidos que tantas vezes tirei da mão da minha mãe...
Hoje, sou um adulto experimentando o amargo dos dias...
Nunca fui escolhido por ninguém, nem mesmo por quem escolhi...
No mais piegas dos clichês...
Ninguém me ama, ninguém me quer...
Acho que nem mesmo eu tenho um pouco de compaixão por mim...
Deixa pra lá...
nem isso eu sei... eu não sei nada...
se faço algo errado sinto-me muito culpado,
mesmo não sendo tão grave assim,
como faltar no trabalho cumprindo aviso prévio.
Quem alimentou esse bicho em mim?
Por que não consigo fazer o que bem tenho vontade?
E essa angústia que não passa, quando passará?
Essa respiração dolorida, dá até vontade de chorar...
O mundo é preto e branco para mim
O colorido vem de uma tela acrílica...
Destas que se colocavam na televisão...
Meio que uma visão psicodélica
Bélica...
Fim de vida...
Lúcia no céu com mil diamantes coloridos...
Se eu soubesse que minha vida seria esse fracasso...
Teria eu mesmo tomado os comprimidos que tantas vezes tirei da mão da minha mãe...
Hoje, sou um adulto experimentando o amargo dos dias...
Nunca fui escolhido por ninguém, nem mesmo por quem escolhi...
No mais piegas dos clichês...
Ninguém me ama, ninguém me quer...
Acho que nem mesmo eu tenho um pouco de compaixão por mim...
Deixa pra lá...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
24#
domingo, 2 de novembro de 2008
23#
meu espirito anda pelas sombras projetadas da alta torre negra no chão inóspito desta cidade baixa... mendigando um pouco de luz eu sigo meu caminho errante, sou mais um cavaleiro sem ordem, mercenário em busca de aventura... justiça e um pouco de diversão...
sábado, 1 de novembro de 2008
22#
alguém sabe para onde o tempo vai?
assim como o rio flui para o mar
ele desagua em algum lugar...
será que existe um oceano invisível?
será que o tempo é um rio imaginário?
o tempo é um professor mudo
que usa exemplos reais
problemas verdadeiros
e não há tempo para pensar
quando se pensa ele já passou
fluiu para um oceano numa outra dimensão
assim como não é possível entrar no mesmo rio por duas vezes
pois na segunda vez, ele já não é mais o mesmo...
não é possível voltar no tempo...
reviver águas passadas
pois o tempo flui,
e vai levando para o fundo do rio
dissolvendo em suas águas
memórias
lembranças das quais só enxergamos seus reflexos
para onde vai o tempo?
é preciso mergulhar no rio imaginário do pensamento
entrar de cabeça na mansidão do seu leito
se deixar levar sem pressa...
para, quem sabe, chegar na imensidão do oceano
no mar invisível do esquecimento
Será que é para lá que vai o tempo?
assim como o rio flui para o mar
ele desagua em algum lugar...
será que existe um oceano invisível?
será que o tempo é um rio imaginário?
o tempo é um professor mudo
que usa exemplos reais
problemas verdadeiros
e não há tempo para pensar
quando se pensa ele já passou
fluiu para um oceano numa outra dimensão
assim como não é possível entrar no mesmo rio por duas vezes
pois na segunda vez, ele já não é mais o mesmo...
não é possível voltar no tempo...
reviver águas passadas
pois o tempo flui,
e vai levando para o fundo do rio
dissolvendo em suas águas
memórias
lembranças das quais só enxergamos seus reflexos
para onde vai o tempo?
é preciso mergulhar no rio imaginário do pensamento
entrar de cabeça na mansidão do seu leito
se deixar levar sem pressa...
para, quem sabe, chegar na imensidão do oceano
no mar invisível do esquecimento
Será que é para lá que vai o tempo?
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